Dilma Presidenta - Em nome da verdade

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Garoto mimado falou, tem que provar, senão ...

O jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um: o da imaturidade”.
O remédio? “Jovens, envelheçam !
"
Nelson Rodrigues

domingo, 18 de julho de 2010

Serra quer instalar uma República Midiática

Eleger José Serra para assegurar a instalação de uma República Midiática, onde os três poderes seriam editados ao sabor dos ditames do mercado e do espetáculo: esse é o programa de governo que ainda não foi apresentado pela candidatura demotucana e pelo baronato midiático.

por Gilson Caroni Filho(*), em Carta Maior

O processo eleitoral deste ano constitui um momento privilegiado no movimento político global da política brasileira. Uma significativa vitória das forças governistas, com a eleição de executivos e parlamentares do campo democrático-popular, pode ampliar espaços político-administrativos que continuem realizando o aprofundamento de formas participativas de gestão pública. É contra isso, em oposição virulenta a mecanismos institucionais que aperfeiçoem a democratização da vida nacional, que se voltam as principais corporações midiáticas e seus denodados funcionários.

Sem nenhuma atualização dos métodos utilizados em 1954 contra Getúlio Vargas e, dez anos depois, no golpe de Estado que depôs Jango, a grande imprensa aponta sua artilharia para os atores que procuram romper a tradição brasileira de definir e encaminhar as questões políticas de forma elitista e autoritária. Jornalistas, radialistas e apresentadores de programas televisivos, sem qualquer pudor, tentam arregimentar as classes médias para um golpe branco contra a candidatura de Dilma Rousseff. Para tal objetivo, além do recorrente terrorismo semântico, as oficinas de consenso contam com alguns ministros do TSE e uma vice-procuradora pautada sob medida.

A campanha de oposição ao governo utiliza uma linguagem radical e alarmista, que mistura denúncias contra falsos dossiês, corrupção governamental, uso da máquina pública no processo eleitoral, supostas teses que fragilizariam a propriedade privada em benefício de invasões, além do ”controle social da mídia em prejuízo da liberdade de imprensa”. Temos a reedição da retórica do medo que já rendeu dividendos às classes dominantes. Em escala nacional, os índices disponíveis de percepção do eleitorado assinalam que dificilmente os recursos empregados conseguirão legitimar uma investida golpista. Mas não convém baixar a guarda.

Se tudo isso é um sinal de incapacidade do bloco oposicionista para resolver seus mais imediatos e elementares problemas de sobrevivência política, a inquietação das verdadeiras classes dominantes (grande capital, latifúndio e proprietários de corporações midiáticas) estimula pescadores de águas turvas, vitalizando sugestões que comprometam a normalidade do processo eleitoral. Todas as forças democráticas e populares devem recusar clara e firmemente qualquer tentativa perturbadora. Sugestões desestabilizadoras, venham de onde vierem, têm um objetivo inequívoco: impedir o avanço rumo a uma democracia ampliada.

É nesse contexto que devem ser vistos os movimentos do campo jornalístico. Apesar do recuo do governo na terceira edição do Programa Nacional dos Direitos Humanos, a simples realização da Confecom foi um golpe duro para os projetos da grande mídia. A democratização dos meios de comunicação de massa está inserida na agenda de praticamente todos os movimentos sociais.

A concentração das iniciativas culturais e informativas em mãos da classe dominante, que decide unilateralmente o que vai e o que não vai ser divulgado no país, está ameaçada não apenas por novas tecnologias, mas por uma consciência cidadã que conheceu consideráveis avanços nos dois mandatos do presidente Lula. Tem dias contados a sujeição cultural da população em seu conjunto, transformada em público espectador e consumidor. Como podemos ver, não faltam razões para o desespero das famílias Civita, Marinho, Mesquita e Frias.

Ao levantarem a cortina de fumaça da “República Sindicalista”, em um claro exercício do “duplipensar” orwelliano, os funcionários do baronato ameaçado reescrevem notícias antigas para que elas não contradigam as diretivas de hoje. Um olhar ao Brasil de hoje mostrará que o “duplipensamento” tem uma função clara até outubro: eleger José Serra para assegurar a instalação de uma República Midiática, onde os três poderes seriam editados ao sabor dos ditames do mercado e do espetáculo. Esse é o programa de governo que Serra ainda não apresentou. Há divergências na produção artística.

(*) Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

terça-feira, 13 de julho de 2010

O Brasil é o que é

Por Flávio Aguiar (*)

“O Brasil não pode querer ser mais do que é”, afirmou, em algum momento de sua carreira, o ministro Lampreia, então Ministro de Relações Exteriores do Brasil do governo FHC.

“O Brasil é o que é”, penso, quando relembro esta frase do ministro (no sentido que tem na carreira do Itamaraty) que, dentro do seu ponto de vista, prestou bons serviços ao nosso país. Disso não duvido: das boas intenções do ministro Lampreia. Acontece que, como sabemos, de infernos as boas intenções são prenhes.

“O Brasil é o que é”: em duas ocasiões, essa frase me veio à mente, com sentidos completamente diferentes.

Em 1989, fiz boca-de-urna pelo Lula, no segundo turno (no primeiro também), em Itapecerica da Serra, onde eu morava, cidade-dormitório da Grande São Paulo. Foi um desastre. As famílias pobres para quem eu chegava me repeliam de modo assustador. Especialmente, se eram famílias negras. A afirmação de Miriam Cordeiro, amplamente divulgada como se fosse informação, de que “Lula era racista”, pegara de modo horrível. Depois da derrota, pensei: “O Brasil é o que é”. Apesar de Lula ter vencido no meu estado natal.

Neste ano da graça de 2010 acompanhei ao vivo ou pela internet as visitas de Dilma Roussef a alguns países da Europa. Vi decantadas – e cantadas – as glórias de nossa política social. As maravilhas de termos saído da crise, quase incólumes. Ouvi música e trovoadas (da mída conservadora, que aqui é menos feroz que a brasileira, mas também existe) diante da informação de que o Brasil dera 7,7% de reajuste aos seus aposentados. Se me viro aos quatro ventos da Rosa, vejo o Brasil sendo louvado e elogiado, discutido ou até criticado – mas com respeito, ao contrário do que acontece na nossa mídia convencional, caseira, pasteurizada e de espírito paroquial.
Penso de novo, mas com outro sentido: o Brasil é o que é. Não precisa querer ser mais do que é. Nem menos.

As intenções do ministro ao dizer o que disse eram boas. Acontece que todos nós temos nossa relação com o mundo em torno mediada por uma espécie de “caixa de ressonância” que carregamos ao redor da ou do – sei lá – mente, alma, espírito. Nessa caixa de ressonância entram em contato as imagens que recebemos do mundo externo com aquelas que carregamos de nossas heranças afetivas, mentais, coletivas, individuais.

E a caixa de ressonância tucana nos aponta, quase com um dedo duro, o destino irremediável de sermos um país “menor”. Não no tamanho, é claro. Mas no sentido de “menor de idade”, aquele ser que, “ao querer ser mais do que é”, vira um “delinqüente”.

Os motivos podem ser variados, e não vem ao caso discutir. Os de Lampreia devem ser de um tipo diferente dos de FHC, que por sua vez serão diferentes dos de X, Y, ou Z. A conclusão, sempre que leio os textos tucanais, é a mesma: somos um país “menor de idade”. Uma criança a quem essa nossa “élite” (porque eles não se identificam com esse país, conosco) deve constantemente dar corretivos, seja sob a forma de poderes coercitivos, seja sob a forma de purgantes rece/depre/ssivos.

Afinal, o que fazer com um povo desregrado, que pensa poder ser igual aos norte-americanos, aos europeus, senão mostrar-lhe o seu lugar?
Bom, não sabemos o que vai acontecer. Vamos aguardar (batalhando) as eleições de outubro. Mas com a consciência de que o Brasil mostrou que ele é o que ele é, ou seja, de que “um outro Brasil é possível”.

(*) Flávio Aguiar é correspondente internacional da Carta Maior em Berlim.

terça-feira, 6 de julho de 2010

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Dilma “nocauteia” a Folha

Do blog do Azenha "Vi o Mundo"

O povo do paraguai tem dignidade, a Globo é o câncer da sociedade brasileira

Do blog E agora?

O Jornal La Nacion do Paraguai criticou duramente a TV Globo que, numa reportagem especial, denegriu a imagem do nosso vizinho questionando a presença do país na copa e ironizando a cultura e os costumes do seu povo.

Isso é intolerável. A Globo é uma concessão pública, desempenha o papel de órgão de imprensa e não pode ficar arrumando problemas com os nossos vizinhos em nome do Brasil. A doença dessa gente preconceituosa não tem limites. Como muito bem ressaltou Nassif, o jornalismo da Globo perdeu a noção da responsabilidade perante a opinião pública de outros países. Tornou-se um jornalismo provinciano, ecoando, em nível do continente, o grosso preconceito que serviu de arma para as disputas políticas internas no Brasil.

A Globo quer formar um senso comum, eles acham que todos os brasileiros são preconceituosos como eles e seus pares (boa parte da nossa elite) que vêem graça no escárnio da cultura de países mais pobres. O jornalista Fernando Calazans chegou ao cúmulo de dizer que a França não era "um paisinho qualquer não.."Eu pergunto: Qual seria o tal "paisinho"? Por que não são explícitos? Quem é o paisinho em questão? É o Paraguai? É este o país menor, pior, de povo ridículo e cultura desprezível? Por que não falam de uma vez, ao invés de fazerem ironia humilhando a cultura de um povo?

Desculpem o desabafo, mas expresso aqui meu repúdio a esses mauricinhos do Sportv e o seu guru-redator-chefe, homem forte do Esportes de O Globo, fundador do Extra, a figura mais nociva da crônica esportiva, o homem com alma de golpista e espírito de porco, Renato Maurício Prado. O jornalismo que exercem é repugnante, não há outro termo.

segue uma parte da resposta do jornal La Nación a reportagem ofensiva e preconceituosa do canal Sportv.

"...Por si no fuera suficiente, en la última parte del video ironizan sobre nuestras comidas y nuestras costumbres, señalando en esta parte que la comida es una "maravilla" mientras pasaban imágenes de un hombre con rasgos paraguayos comiendo frituras. Además, ironizan sobre nuestros caminos “Si no le gusta el océano, Paraguay es el lugar ideal para tomarse unas vacaciones”, se escucha en una parte del relato[...]Esperamos que así como Dunga ya renunció, estos comunicadores al menos tengan algún rayo de dignidad y terminen por callarse.

ps: Sinto vergonha de viver num país de pessoas que produzem algo dessa natureza.